Exposição “Quando a vida é uma Euforia”

SÃO PAULO – PERNAMBUCO 

Obras da artista Joana Lira  

Afeto e territorialidade são o fio condutor da exposição “Quando a Vida é uma Euforia”, da artista gráfica pernambucana Joana Lira. A artista, que ao longo de dez anos criou o projeto de intervenção urbana e identidade visual do Carnaval de Recife, apresenta o universo dessa festa por meio de obras que misturam a apropriação contemporânea da grande festa popular e os signos folclóricos presentes no imaginário cultural de Pernambuco.

Nosso trabalho consistiu no desenvolvimento conceitual do projeto expográfico, percurso de visitação, suportes, ações e intervenções paralelas e outros elementos para conformação da exposição, idealizada para acontecer em São Paulo e no Recife.

Os estudos para a exposição tinham intuito de levar o espectador a traçar um percurso pelo universo da artista, suas influências e a magia do carnaval do Recife por meio da cultura e das manifestações populares pernambucanas.

1) via de chegada; 2) entrada; 3) passagem rito; 4) apresentação; 5) expressão; 6) manifestação; 7) transcendência; 8) afeto

O conceito do percurso partiu da concepção de salas e momentos em que os próprios personagens contam as histórias e guiam o visitante. Na entrada do prédio ou via de chegada à exposição, uma obra de 5 metros de altura dá as boas-vindas. Logo no início da exposição, outra obra interage com o espaço da entrada. No corredor de passagem, sala que serve como filtro para “anular” o mundo externo e introduzir o visitante no universo da exposição, as obras dos Caboclos de Lança e Caboclinhos fazem a transição para a jornada. A sala de apresentação prepara o visitante para absorção e compreensão do conteúdo, apresentando a vida e obra da artista, a cidade de Recife, o Carnaval e suas manifestações culturais, dentre outros temas.

A sala branca, ou sala de expressão, é um espaço para contemplação das principais obras de Joana Lira. Em Manifestação, por meio de imagens e sons o visitante é instigado a sentir a euforia do carnaval para chegar em Transcendência, onde se torna integrante da folia, com as obras dispostas como se fossem blocos de carnaval. Por fim, em Afeto, o visitante, agora também folião, deixa seu recado por meio de uma mensagem, filmada e transmitida em um “videowall”.