Parque Ibirapuera

SÃO PAULO

Qualificação do parque mais conhecido do Brasil

Inaugurado em 1954, o Parque Ibirapuera é o mais importante e mais visitado parque urbano da cidade de São Paulo, com uma infinidade de atividades e atrativos de cunho esportivo, recreativo, cultural e educacional distribuídos em seus 158 hectares. Além de sua relevância socioambiental, o parque é um ícone histórico do município e tem sua paisagem e grande parte dos equipamentos e edificações tombados pelo patrimônio histórico.

O projeto fez parte dos estudos de viabilidade técnica, operacional, econômico-financeira e jurídica dentro do escopo do Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) para estruturação de projeto de parceria público-privada para os serviços de gestão, operação e manutenção do parque. O estudo visou a preservação da qualidade do parque como um espaço público de destaque, adequado às necessidades de seus usuários, por meio de projetos viáveis economicamente e que permitam fortalecer os laços de convivência entre a sociedade e o meio ambiente. O trabalho foi estruturado em quatro etapas: análise da situação atual, proposição de melhorias integrais, projetos âncora e plano de implantação e acompanhamento do projeto.

Localizado em uma região central da cidade de São Paulo, o parque recebe visitantes de todas as partes da cidade e da região metropolitana, além de turistas. A fim de compor um diagnóstico da dinâmica territorial a qual o parque está inserido, foi realizada uma análise multiescalar abrangendo a escala do município, do entorno, do parque e de seus principais elementos.

O parque está entre três grandes avenidas, o que facilita o acesso por meio de transporte motorizado, sendo ele público ou particular, ao mesmo tempo em que dificulta o acesso de pedestres em alguns pontos. A análise do entorno buscou a compreensão dos fluxos de chegada no parque, identificando os portões e modais mais utilizados pelos visitantes para acesso ao parque. 

Já na escala do parque, foram identificados os principais elementos naturais e construídos do território e, junto com a análise dos usos e atividades existentes, foi possível observar os desafios e potenciais incidentes. Os principais elementos físicos que compõem o parque foram organizados nos agrupamentos: vegetação de grande porte, edificações, elementos de água, caminhos e estacionamentos, gramados e equipamentos. 

1) vegetação; 2) edificações; 3) água; 4) ruas e caminhos; 5) gramado; 6) equipamentos.

As propostas foram estruturadas em dois eixos: melhorias integrais e projetos âncora. As primeiras estabelecem princípios e indicadores que norteiam todo o projeto, envolvendo a implantação das melhorias (reformas e novas construções), gestão e operação do parque nas diversas camadas dos elementos identificados. Com relação às edificações e equipamentos, foi estabelecido o conceito arquitetônico das intervenções, visando um projeto modular com a utilização de sistemas pré-fabricados, materiais duráveis e sustentáveis. Foram propostas reformas e novas intervenções em estruturas de apoio à visitação, como sanitários, restaurantes, lanchonetes, academia, quiosques e carrinhos de permissionários, dentre outros espaços de apoio.

Os projetos âncora foram estudados como novas estruturas ou melhorias na infraestrutura existente que permitam viabilizar economicamente o projeto de reestruturação e adequação do parque, podendo gerar uma receita significativa além de agregar novos equipamentos que melhoram a experiência do usuário.

Dentre as propostas de melhorias integrais, destaca-se a manutenção e recuperação das margens dos lagos, incluindo a implementação de espaços de contemplação mais próximos da água; construção de novos espaços de apoio como sanitários, restaurante e lanchonetes; melhorias na iluminação e mobiliário; novas estruturas de apoio às práticas esportivas; implementação de espaço para animais de estimação; melhorias na acessibilidade e pavimentação; melhorias no sistema de aluguel de bicicletas; melhorias nos portões de acesso e estacionamentos; dentre outros.